O artista visual e muralista Vinícius Ripa, que possui trajetória ligada a projetos desenvolvidos em parceria com a Secretaria de Cultura de Suzano, está com a exposição internacional “A Cor Azul” em cartaz na Biblioteca de Alcântara, em Lisboa. A mostra foi aberta neste mês e reúne obras que exploram a cor azul como elemento poético, simbólico e sensorial.
Nascido em Mogi das Cruzes, em janeiro de 1994, o artista passou a viver em Suzano ainda nos primeiros meses de vida. Foi no município que iniciou sua trajetória artística, produzindo grafites e murais em espaços urbanos, além de desenvolver trabalhos em curadoria e pintura.
A relação com a Secretaria Municipal de Cultura teve início em 2018, quando Ripa realizou o mural “Encanto de Erù Iyá”, pintado em uma das pilastras do Viaduto Leon Feffer. A partir dessa experiência, passou a participar de diferentes iniciativas culturais promovidas na cidade, como o programa “Arte Pública”.
Ao longo dos últimos anos, o artista participou de exposições individuais e coletivas em Suzano, entre elas “Meu Nome é Ripa” (2020) e “Vinícius Ripa é uma Farsa!” (2023), além das mostras coletivas “As Ruas que Falam” (2021) e “O Vazio”, realizadas entre 2018 e 2020.
Ripa também atuou como arte-educador no Programa de Formação Artística (Profart), ministrando cursos de desenho, graffiti e iniciação artística, além de colaborar na curadoria e montagem de exposições de artistas como Erasmo Amorim, Nerival Rodrigues, Antonio Palomares, Gilberto Mattos e Willian Ferro.
Parte da produção do artista integra o acervo municipal, resultado da participação em editais culturais promovidos pela Secretaria de Cultura de Suzano.
Para o chefe da pasta, José Luiz Spitti, a presença de artistas com trajetória construída no município em espaços internacionais evidencia a força da produção cultural local. “O Vinícius Ripa tem uma história construída dentro da nossa cidade, participando de projetos, exposições e também contribuindo com a formação de novos artistas. Ver um trabalho que nasceu e se desenvolveu em Suzano chegando a um espaço cultural em Lisboa é motivo de muita satisfação e mostra como a arte produzida aqui tem qualidade e capacidade de dialogar com diferentes públicos”, afirmou.




