O imóvel que abriga o Casarão da Memória Antônio Marques Figueira completa 141 anos nesta sexta-feira (22/05), consolidando-se como um dos maiores símbolos da identidade cultural de Suzano. O espaço, revitalizado pela Prefeitura de Suzano em 2020, segue sendo palco de atividades culturais, exposições, visitas escolares, almoços temáticos e ações que mantêm viva a memória do município.
Inaugurado em 22 de maio de 1885 por Antônio Marques Figueira, feitor de uma das turmas de trabalhadores da estrada de ferro, o casarão serviu como residência de sua família e acompanhou o surgimento da comunidade que deu origem a uma das maiores cidades do Alto Tietê.
O processo de revitalização começou em 2018 e foi concluído em 2020, durante a gestão do então prefeito Rodrigo Ashiuchi. Foram investidos R$ 210 mil em melhorias estruturais e adequações, preservando a originalidade e a integridade histórica do imóvel. Desde a reabertura, mais de 20 mil visitantes já passaram pelo local.
Atualmente, o casarão conta com 11 salas temáticas, reunindo objetos históricos, documentos, fotografias e iconografias que ajudam a contar a trajetória de Suzano. O espaço também abriga festivais, exposições, workshops, feiras de artesanato, apresentações musicais e mostras culturais, além de uma biblioteca e laboratório de digitalização voltados à pesquisa.
Entre as atividades oferecidas estão visitas guiadas, o teatro “Memórias da Casa” para escolas, almoços temáticos inspirados nas culinárias italiana, japonesa, brasileira e libanesa, além de oficinas culturais. Também há possibilidade de agendamento de visitas acadêmicas noturnas.
A acessibilidade é um dos diferenciais do espaço, que dispõe de intérpretes de Libras, sala com audiodescrição, elevador, portas amplas e piso podotátil. O funcionamento para visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas.
A diretora do espaço, Rita Paiva, destacou a importância da preservação do patrimônio. “É uma honra poder compartilhar a história de Suzano com leveza e muito respeito. Este casarão poderia ter sido demolido, mas graças à vontade e ação do sempre prefeito Rodrigo Ashiuchi, estamos emocionados em celebrar seus 141 anos”.
O secretário municipal de Cultura, José Luiz Spitti, ressaltou que manter viva a memória da cidade é essencial para fortalecer o legado às futuras gerações.
Já o prefeito Pedro Ishi afirmou que o Casarão representa o compromisso da cidade com sua história e identidade cultural. “Celebrar os 141 anos deste patrimônio é reconhecer nossas raízes e reafirmar o compromisso de manter viva a cultura para as futuras gerações”, destacou.





